Tópicos Especiais em Economia: Sistemas de Inovação e Desenvolvimento

Código: PECO-5028
Curso: Mestrado em Economia
Créditos: 4
Carga horária: 60
Ementa: O objetivo do curso é discutir os diferentes conceitos que se encontram no centro do debate atual sobre desenvolvimento industrial e tecnológico, a partir do enfoque sistêmico do processo de inovação em suas dimensões: nacional, local, supranacional, setorial e regional.
Inicia-se com a discussão de autores que introduziram a inovação no centro da análise do processo de desenvolvimento econômico, principalmente a partir da obra de Schumpeter. Em seguida, apresenta-se a discussão sobre a evolução da interpretação sobre o processo de inovação, passando do modelo linear (Technology push e demand pull), pelo modelo elo de cadeia até chegar à visão sistêmica da inovação. Serão discutidas ainda as definições básicas relacionadas
à inovação (Pesquisa e Desenvolvimento, invenção, inovação, difusão, indicadores e etc), com o objetivo de homogeneizar os conceitos e os temas principais.
O curso ainda discute as diferentes linhas do pensamento sobre inovação e suas perspectivas, destacando em particular as especificidades conceituais da abordagem neo-schumpeteriana de sistemas de inovação e suas conexões com a questão do desenvolvimento e do pensamento estruturalista.
Na perspectiva do desenvolvimento, o curso vai analisar os processos de aprendizado e de capacitação produtiva e inovativa no Brasil e outros países da América Latina e OCDE.
Bibliografia: AROCENA, R; SUTZ. J. Conhecimento, inovação e aprendizado: sistemas e políticas no norte e no sul. In: LASTRES, H. M. M.; CASSIOLATO, J. E.; ARROIO, A. (orgs.) Conhecimento, sistemas de inovação e desenvolvimento. Rio de Janeiro: UFRJ; Contraponto, 2005.
BOSCHERINI, F.; LÓPEZ, M.; YOGUEL, G. Sistemas locales de innovacion y el desarollo de la capacidad inovativa de las firmas. In: Globalização e inovação localizada- experiências de sistemas locais no Mercosul. Brasília: IEL/IBICT, 1999.
CASSIOLATO, J. E.; GUIMARÃES, V.; PEIXOTO, F.; LASTRES, H. M. M. Innovation Systems and Development: what can we learn from the Latin American experience? III Globelics Confe-rence, Pretoria, 2005. www.sinal.redesist ie.ufrj.br.
CASSIOLATO, J. E.; LASTRES, H. M. M. Inovação, globalização e as novas políticas de desenvolvimento industrial e tecnológico. In: CASSIOLATO, J. E.; LASTRES, H. M. M. (Eds.) Glo-balização e inovação localizada: experiências de sistemas locais do Mercosul. Brasília: IBICT/MCT, 1999.
CASSIOLATO, J. E.; LASTRES, H. M. M. Sistemas de inovação e desenvolvimento: as implicações de política. São Paulo Perspectiva, v. 19, n.1, p.34-45, jan./mar. 2005.
CHESNAIS, F.; SAUVIAT, C. O financiamento da inovação no regime global de acumula-ção dominado pelo capital financeiro. In: LASTRES, H. M. M.; CASSIOLATO, J. E.; ARROIO, A. (orgs.) Conhecimento, sistemas de inovação e desenvolvimento. Rio de Ja-neiro: UFRJ; Contraponto, 2005.
COHEN, W & LEVINTHAL, D. (1989). “Innovation and Learning: The two faces of two faces of R&D”. The Economic Journal, n. 99, pp.569-596, set. 1989.
DAVID, P.; FORAY, D. Economic fundamentals of the knowledge society. Working Papers.
Stanford University, Department of Economics, 2002.
DOSI, G. et al. (Eds.) Technical change and economic theory. London: Pinter Publishers, 1988.
EDQUIST C. (Ed.) Systems of Innovation: technologies, institutions and organizations. Lon-don: Pinter, 1997.
EDQUIST, C.; JOHNSON, B. Institutions and organizations in system of innovation. In: EDQUIST, C.: System of innovation – technologies, institutions and organizations. London: Printer, 1997. cap 2. p. 41-63.
FREEMAN, C. Technology policy and economic performance. London: Pinter, 1987.
_____. The economics of technical change. Cambridge Journal of Economics, v. 18, 1994.
_____.The National System of Innovation in historical perspective. Cambridge Journal of Eco-nomics, Cambridge: Academic Press Limited, n.19, 1995.
LUNDVALL, B-Å (Ed.) National innovation systems: towards a theory of innovation and interactive learning. London: Pinter, 1992.
_____. The social dimension of the learning economy. DRUID Working Paper 1, Depart-ment of business studies. Aalborg University, Denmark, 1996.
LUNDVALL, B-Å.; JOHNSON, B. The learning economy. Journal of Industrial Studies, v. 1, n. 2,
1994.
MALERBA, Franco. Sectoral system and innovation and technology policy. Revista Brasileira de Inovação. v 2. n. 2. p. 329-375. jul./dez. 2003.
MALERBA, Franco. Sectoral system of innovation and production. Draft to Druid Conference on National Innovation System, industrial dynamic and innovation policy. Rebild, June 1999.
METCALFE, J. S. Equilibrium and evolutionary foundations of competition and technology policy: new perspectives on the division of labour and the innovation process. Revista Brasileira de Ino-vação. Rio de Janeiro, v. 2, n. 1, p. 111-146, jan./jun. 2003.
NELSON, R.; WINTER, S. (1982) An evolutionary theory of economic change. Harvard Univer-sity Press.
SAUVIAT, C.; CHESNAIS, F. As transformações das relações salariais no regime de acumulação financeira. In: LASTRES, H. M. M.; CASSIOLATO, J. E.; ARROIO, A. (orgs.) Conhecimento, sistemas de inovação e desenvolvimento. Rio de Janeiro: UFRJ; Contraponto, 2005.
SCHUMPETER, J. (1984) Capitalismo, socialismo e democracia. Rio de Janeiro: Zahar, 1984.
VARGAS, M. Proximidade territorial, aprendizado e inovação: um estudo sobre a dimensão local de processos de capacitação inovativa em arranjos e sistemas produtivos no Brasil. Rio de Janeiro, 2002. Tese de doutorado, UFRJ/IE, 2002.

Transparência Pública
Acesso à informação

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910