Trabalho Imaterial e a Teoria do Valor: uma Análise da Produção do Conhecimento na Sociedade Capitalista

Nome: Pollyanna Paganoto Moura
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/07/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ednilson Silva Felipe Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Arlindo Villaschi Filho Examinador Interno
Ednilson Silva Felipe Orientador
Mauricio de Souza Sabadini Coorientador

Resumo: Esta pesquisa tem por objetivo discutir a problemática central existente entre a teoria do valor de Karl Marx e a chamada teoria do trabalho imaterial. Refere-se essa divergência à tese da superação da teoria do valor trabalho de Marx para compreensão da atual dinâmica do modo de produção capitalista, que para alguns, encontra-se hoje sob a égide da produção imaterial. Segundo os autores alinhados a essa corrente, como André Gorz, Antônio Negri e Mauricio Lazzarato, por ser essa produção repleta de caráteres subjetivos e, portanto irreprodutíveis, torna-se impossível estabelecer uma relação entre seu preço e o tempo de trabalho dispendido para sua reprodução. Logo, a teoria marxista do valor torna-se insuficiente para subsidiar as análises desse novo momento econômico. Nosso trabalho apresenta uma crítica a essa perspectiva, chegando à conclusão que a teoria do valor de Marx tem ainda enorme pertinência para análise das novas formas assumidas pelo capitalismo contemporâneo e que, principalmente, fornece as bases teóricas para a compreensão das temáticas referentes ao que se denomina imaterial. Para isso, avançamos em um aspecto central, que reside na constatação de que há uma incompreensão acerca da [verdadeira] natureza do imaterial, que podemos entender como toda ideia e elaboração intelectual humana. A não apreensão desse sentido faz com que aqueles autores vinculados à teoria do trabalho imaterial, incorram em dois equívocos essenciais: em primeiro lugar, essa confusão leva-os a classificar os setores produtores de serviços muitos deles produtivos e materiais para Marx como parte da produção imaterial. Revelamos dessa forma, como a determinação dos preços desses serviços ainda se assenta sobre a magnitude de seus valores. Em segundo, há um desconhecimento da verdadeira forma de produção desse imaterial a produção do conhecimento e de como se determina seu preço. Assim, à luz da teoria de Marx, é possível perceber que o conhecimento em si não é criador de riqueza e que sua remuneração ocorre por meio da apropriação de parcela do valor gerado na produção material, de forma semelhante ao que ocorre à renda da terra, de modo que a compreensão de sua dinâmica só é possível a partir da categoria marxista do valor.

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