ÍNDICES SETORIAIS DO MERCADO ACIONÁRIO BRASILEIRO E EFICIÊNCIA DE MERCADO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A CRISE DO SUBPRIME E A PANDEMIA DA COVID-19
Nome: MARCO ANTONIO FERREIRA FILHO
Data de publicação: 22/01/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANTÔNIO FERNANDO COSTA PELLA | Examinador Externo |
| EDSON ZAMBON MONTE | Presidente |
| RICARDO RAMALHETE MOREIRA | Examinador Interno |
Resumo: O objetivo principal desta pesquisa foi verificar a (in)eficiência do mercado financeiro brasileiro, com foco em índices setoriais, durante dois períodos: a crise do Subprime (setembro de 2008 a dezembro de 2009) e a pandemia da COVID-19 (janeiro de 2020 a janeiro de 2022). A pesquisa testou a validade da Hipótese dos Mercados Eficientes (HME), em sua forma fraca, para retornos, analisando a previsibilidade de informações passadas sobre os preços dos ativos. Para isso, foi empregado a Multifractal Detrended Fluctuation Analysis (MF-DFA), visando identificar e quantificar a multifractalidade nas séries temporais. Ademais, examinou-se a variação da (in)eficiência dos mercados, observando as diferenças no comportamento dos retornos entre setores econômicos e os distintos tipos de crise, uma de natureza financeira e outra sanitária. Os resultados empíricos mostram que todos os setores exibiram comportamento multifractal e antipersistente em ambos os períodos. Observa-se ainda que o setor financeiro foi o mais ineficiente durante o Subprime, invertendo-se para o mais eficiente na pandemia. Por outro lado, o setor industrial apresentou maior eficiência na crise de 2008, enquanto o setor imobiliário foi o mais ineficiente durante a pandemia. A análise indica que a multifractalidade decorreu tanto de correlações de longo prazo quanto da presença de distribuições de caudas pesadas, sendo estas mais influentes. Por fim, os setores foram classificados de acordo com seus graus de eficiência de mercado em cada crise. Os resultados contribuem para o debate sobre a eficiência de mercado em economias emergentes, como a brasileira, e oferecem implicações relevantes para investidores e formuladores de políticas públicas.
